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A Sociedade Brasileira de Biofísica (SBBf) reitera sua posição de defesa dos preceitos éticos inabaláveis que regem a experimentação animal no Brasil, bem como do valor insubstituível que esta atividade humana teve, tem e sempre terá para a promoção da vida humana e animal. O país possui, com a Lei Arouca e o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA), uma das legislações e um dos sistemas mais rigorosos e avançados do planeta no que tange o uso de animais em experimentação. E, como ramo da atividade humana que se pauta pela busca do conhecimento, a experimentação animal também se pauta pela busca de formas de apreensão de conhecimento cada vez mais justificadas, em que o uso de animais é racionalizado, reduzido e, tanto quanto possível, substituído. Não obstante, a substituição completa do uso de animais para o avanço do conhecimento e promoção da vida é uma meta inalcancável, pois jamais se poderá simplificar ou simular toda a complexidade de um organismo vivo em sua totalidade. A discussão esclarecida e profunda sobre o valor ético, acima do científico, de cada procedimento de experimentação existe, é contínua e norteia as atividades e decisões daqueles envolvidos em todos os âmbitos da experimentação animal, seja no CONCEA, nas Comissões de Ética no Uso de Animais (CEUAs) locais, ou no recôndito de cada laboratório de pesquisa. Que essa discussão seja estendida para a Sociedade em geral é extremamente salutar, para que seja esclarecida do impacto real que a experimentação animal tem na própria Sociedade e na vida animal. No entanto, atos violentos, como aquele realizado no Instituto Royal em 18 de outubro de 2013, desvirtuam qualquer tentativa de discussão ponderada, com o que a SBBf lamenta o prejuízo desses atos ao avanço do conhecimento em saúde humana e animal no Brasil e os repudia veementemente.

República Federativa do Brasil
Última atualização: 31/05/2010
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